PrEsS - ReLeAsE
T E A T R O
Cia. FoRtE dE TeaTro
ApReSenTa
O
ALIENISTA
ESTRÉIA TEMPORADA EM
FEVEREIRO
A Cia Forte de Teatro de Belo Horizonte estréia
nova temporada do espetáculo teatral “O
Alienista”, uma adaptação da
obra de Machado de Assis
no Teatro Francisco Nunes.
A peça fica em cartaz
de
07 a 24 de fevereiro de
2008.
A história nos conta a divertida trajetória
do ilustre médico Dr. Simão Bacamarte em sua busca em
descobrir os limites da loucura e da razão, e o perfeito
equilíbrio das faculdades mentais entre os habitantes da
pequena vila de Itaguaí dos tempos
coloniais.Se Machado usava a ironia, a ambigüidade, a elipse,
para construir suas estórias, utilizamos o cômico e o
alegórico como forma de expressão crítica do
conteúdo atualizado da obra.
A “ferocidade machadiana”
é transposta em uma comicidade explícita na busca de
um humor que aguça os sentidos e expõe com crueza as
contradições dos
personagens.Um acurado trabalho de pesquisa é a chave de nosso
trabalho. Inspirados no universo caótico
de Arcimboldo, Rabelais, Brueghel e Bosch,
buscamos remontar as origens de uma festa popular que liberta o
espírito, o Carnaval esse momento de
loucura tolerada.O carnaval é a segunda vida do povo, a festiva. A
festa é a propriedade fundamental de todas as formas de
ritos e espetáculos cômicos. Durante o carnaval
é a própria vida que se representa, e por um certo
tempo o jogo se transforma em vida
real.A opção pela montagem de
O Alienista é fruto da busca da construção de
uma dramaturgia viva. A postura crítica de Machado de Assis
se reflete no espetáculo onde a inquietude é fator
gerador da criação.Criada em 1995, a Cia Forte é
co-realizadora do “K-iau em Cena -
Festival Nacional de Teatro de Araçuaí/MG”. A
primeira edição foi realizada com grande sucesso em
2006 e em outubro deste ano acontecerá a
edição 2007.O espetáculo tem direção de Carlos
Delgado e o seguinte elenco: Gláucia Enes, Carlos Delgado,
Daniel Furtado, Janaína Starling e Adão
Magela.
RESUMO
A história nos conta a divertida trajetória
do ilustre médico Dr. Simão Bacamarte em sua busca em
descobrir os limites da loucura e o perfeito equilíbrio das
faculdades mentais na pequena vila de Itaguaí dos tempos
coloniais.
SERVIÇO:
Espetáculo: “O
Alienista”, direção de Carlos Delgado, com o
seguinte elenco: Gláucia Enes, Carlos Delgado, Daniel
Furtado, Janaína Starling e Adão
Magela.
19h
Contato:
OUTRAS
INFORMAÇÕES
O Texto
Originalmente publicado entre 1881 e 1882, O Alienista,
faz parte da coletânea Papéis Avulsos, editada em
1882. Foi redigido em um ambiente pré-freudiano, mas com
sinais de antevisão da mudança representada pela
sondagem dos desvãos da mente
humana.O conto decorre nos tempos coloniais, provavelmente na
segunda metade do século 18. Tempos áureos,
graças às minas que expeliam das suas entranhas o
metal que sustentava os luxos da Corte em Lisboa e graças
ainda aos ventos de progresso que anunciavam o advento da hegemonia
da Razão, com todas as suas promessas, no bojo do
Iluminismo.
Quem é louco em
Itaguaí?
Para responder essa questão Machado exercita todo
seu senso de humor, na verdade, um sorriso amargo diante da
condição humana. Na história, o eminente
Doutor Simão Bacamarte, dedicado estudioso da alma humana,
decide construir um hospício para tratar os doentes mentais
na pequena vila de Itaguaí. O final surpreendente mostra ao
espectador que tudo é relativo e a normalidade nem sempre
é aquilo que a ciência e os fatos atestam de forma
absoluta.
O Autor
Machado de Assis é considerado o melhor escritor
brasileiro do século XIX e um dos mais destacados de toda a
literatura universal, graças a romances como
“Memórias Póstumas de Brás Cubas,"Dom
Casmurro" e contos como “O Alienista”, “ O
Enfermeiro', entre outros.Segundo o estudioso inglês Willian L. Grossman,
Machado pode ser comparado no contexto universal a autores como
Willian Blake, Cervantes, Gogol, Hemingway, Pirandello, Poe,
Voltaire e Walt Withman.O “Bruxo do Cosme Velho” é admirado
por sua potência intelectual, a sutileza das
observações da realidade, pela feição
caracteristicamente nacional e por sua crueldade, aliás, que
não era só sua, mas da classe dominante de seu tempo.
O que Machado fez na verdade, segundo o escritor Roberto Schwarz,
foi apoderar-se da mentalidade dos ricos para assim revelar toda a
verdade do primeiro reinado. A hipocrisia, a impostura, a
ambigüidade, eram atitudes que correspondiam às
ações deles. Como alguém pode ser nobre,
traficando e surrando escravos?
Críticas ao
Espetáculo
Jornal: Estado de Minas
Belo Horizonte, 28 de Janeiro de
2004.
“ADAPTAÇÃO DE “O
ALIENISTA”, DE MACHADO DE ASSIS, PELA CIA FORTE DE TEATRO,
FAZ JUSTIÇA AO AUTOR E DIVERTE A
PLATÉIA.A ALTURA
DO ORIGINAL
Janaína Cunha
Melo.
“Machado de Assis não se arrependeria. A
adaptação do conto “O Alienista”,
dirigido por Carlos Delgado, preserva do texto o que ele tem de
melhor: ironia, humor e aquele rastro de sarcasmo que com tanta
elegância o autor desferia a cada palavra engatilhada. E com
as vestes da Cia. Forte de Teatro, a história do ilustre
doutor que faz surgir o primeiro hospício da história
ganha vitalidade. Dizer que pelo talento dos jovens atores seria
demérito. Resultado assim só mesmo com muita leitura,
pesquisa de linguagem, disciplina no fazer artístico e o
entendimento de que o teatro e as artes em geral não
dependem de inspiração, mas de entrega ao
trabalho.Os cinco atores em cena não exibem sincronismo
perfeito nas marcações de cena, nas coreografias.
Tampouco declamam suas falas com correção
impecável. Felizmente. Eles fazem teatro com ritmo, com
redenção e com todos os pequenos tropeços que
a naturalidade exige. Em todo o espetáculo, sugerem
encontros de linguagem com a ópera bufa, com a vitalidade
circense e com a literatura, que pouco a pouco revelam o
temperamento de cada personagem, alternando pontos de tensão
com os momentos em que o leitor /espectador
respira.Consciente ou não de todos os recursos que
experimenta, a companhia envolve a platéia em
situações de graça, sem a
obrigação da comicidade. Mas não se desfaz na
horizontalidade e consegue conduzir os picos de reflexão sem
o olhar sisudo da hipocrisia intelectual. Ao critério
machadiano, muitas histórias se confrontam entre a loucura e
a sanidade. Algumas com mais delicadezas, outras menos generosas,
mas todas partes do cotidiano
inevitável.Para garantir a plasticidade de cada ambiente proposto
pelo texto original, direção e produção
apresentam soluções práticas, de fácil
manejo e com resultado satisfatório. Longe do convencional,
não precisam de água para chuva e lágrimas.
Menos ainda de figurino sofisticado. Para isso contam com luzes bem
pensadas, caras, trejeitos, movimentos e um olhar fixo na
platéia, quase incomodativo.
Assistir à peça, no
entanto, não dispensa a leitura do conto. Por mais bem
acabada que seja a montagem, literatura e artes cênicas
são obras distintas, não-complementares, ainda que
este caso tenha resultado um casamento em que ambos se decifram sem
culpas. Como um encontro
raro”.
Jornal: Diário da
Tarde
Belo Horizonte, 21 de fevereiro de
2003
TEATRO “BOAS OPÇÕES ESTÃO NO ROTEIRO
DA CAMPANHA
Marcelo Paolinelli
Nesta reta final da Campanha de
Popularização do Teatro e da Dança, é
possível que muita gente possa estar indecisa sobre quais
peças priorizar noúltimo final de semana do evento. Pensando nisso,
o DT elabora uma espécie de “perfil” de alguns
espetáculos, para que o leitor possa fazer suas
opções. (...)Adaptação do conto homônimo de
Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira, O
Alienista é uma comédia deliciosa que denuncia a
loucura que cada um de nós traz. O diretor Carlos Delgado
(que também atua na peça) conseguiu imprimir um tempo
de comédia eficaz: não é aquela que o
público ri o tempo todo, mas como bem disse a grande dama do
teatro brasileiro, Bibi Ferreira, “fazer comédia
é como tocar piano: não se pode apertar demais as
teclas”.A história do cientista que, ao tentar retirar
do convívio social todos os portadores de algum tipo de
loucura, acaba concluindo que a norma é ser
“anormal” é interpretada a contento pelo elenco,
com boa movimentação de palco e direito a
“pegadinhas” com pessoas da platéia. Tudo com
humor, sem
apelação“
A
Cia Forte agradece a publicação.
ImpErDíVeL
Espaço Cultural Casa do
Fernando
5 AnOs de Produção Artística &
Cultural
2003 / 2008
fbs♪♫♪
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