Home Data de criação : 07/02/09 Última atualização : 12/03/14 17:35 / 185 Artigos publicados

b L u E r O a D  (PeLoS CaMiNhOs Da FoTo-PoEsiA) escrito em sexta 29 junho 2007 13:34

Blog de fernandobarbosaesilva :FeRnAnDo BaRbOsA e SiLvA... oN tHe RoAd, b   L   u   E      r   O   a   D

A     z     u     l

A poesia vestia a tentativa de redescobrir o infindável desejo de voar!

A liberdade dolorida havia cravado unhas na sua carne de jovem sem rumo. E por mais que ele tentasse, era impossível desviar-se dela, porque a liberdade sorria ... riso jocoso, ironia própria da originalidade ... doce ... venenosa.

Desdobra-se a imaginação e, um único pôr-do-sol torna-se a luz de todos os dias de uma vida ...

Sobre a prateleira, aviões simbolizam sua vontade de tocar o céu e sua boca, seca, está a procura de palavras que possam umedecê-la.

Brinca com suas asas metálicas, perdendo-se no tempo de propósito, e deixando pistas para que eu possa encontrá-lo.

E a agonia que o toca, tão típica dos que saboreiam a fome por vida, desce pela sua garganta junto com um gole de conhaque, aquecendo e tranqüilizando.

Os aviões sobre a prateleira esboçam sua imaginação ... montanhas minando mistérios

e dias passando enquanto ele desenha seu castelo no ar.

Passa por ele uma folha ... voa a tal, quase seca e sem paradeiro.

Ele a pega,

beleza ressequida e de essência medieval,

visão inusitada ... a instantânea fotografia do abandono,

lá está estampada!

Azul ... tão azul é o dia que nasce e comemora a fascinação!

Por detrás de um silêncio profundo, de aviões, asas partidas e montanhas envolvidas em mistérios, esconde-se o "ele" a cometer pecados e crimes que não ferem à ninguém, além de si próprio, como se a sentença lhe desse a condição de realizador do exorcismo da solidão e provocasse o próximo passo em direção à si mesmo.

Sua sentença : permanecer preso pelas próprias asas, como todo poeta vive preso ao que sente , e isso explode e morre, unindo num só instante a prisão e a liberdade.

A vida fere e cura.

Voa ... voa "ele", azul e gigante ... tão gigante quanto o ar.

Só assim, poderei chegar ao fim de outra tarde ... tecendo sonhos ... colhendo luas   olhando o céu ...   azul.

by

 C a  r l a    D i a s 

Fragmentar

 Foi o que fiz ao ler  esse poema extraído do site

http://www.revista.agulha.nom.br/dias06.html

 by Carla Dias

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3 comentário(s)

  • Dafne mailto

    Dom 01 Jul 2007 23:54

    Amei!!!

  • Keles mailto

    Dom 01 Jul 2007 23:45

    Gostei muito!! Fiquei imaginando o que pode haver além do horizonte!! Continue com o belo trabalho.Um abraço!!!

  • Rafaela

    Sáb 30 Jun 2007 13:35

    hei,simplesmente perfeito.adorei!!


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